O mês de maio, além de lembrar nos põe em proximidade a Maria, a mãe de Jesus, a profetiza de Nazaré e à São José, o incansável carpinteiro

Peculiarmente, é um mês devocional e de louvor para os cristãos, pois ela ocupa um lugar de destaque no imaginário do povo católicocristão. Nesta época, mais do que as outras, santuários de todo o país são visitados em honra da tão humana virgem Maria. Para este povo devoto, Ela ocupa, depois de Cristo, o lugar mais elevado e também o mais próximo de nós.

O Brasil, país de raiz culturalmente católica, guarda a devoção mariana desde os primórdios de nossa primeira evangelização como ela Maria, mãe de Jesus, é aquela mulher intercessora a quem o povo sofrido recorre às horas difíceis. Ela é sem igual, participa intimamente de nossa condição humana e finita. Hoje, a jovem mulher de Nazaré é a instância à qual recorrem aqueles que, na história, estão sofrendo e penando por qualquer tipo de obstáculo ou dificuldade. A ela, o povo devoto recorre com confiança e fé. Venerada sob os mais diversos títulos como padroeira do Brasil, ela é mãe negra de um povo que continua escravo desde o berço até nossos dias, culturalmente encarnada na nossa história, em nossas lutas, em reivindicações que gritam a Maria para que venha ao nosso encontro e socorranos.

Maria é um porto seguro. É figura símbolo do povo que crê, a mulher feliz, a mais bemaventurada entre todas as mulheres. No Antigo Testamento, ela é profeticamente esboçada como a mulher que vence a serpente, a mãe do Emanuel, a judia pobre de Nazaré, a Filha de Sião, a cantora da liberdade que, no Magnificat, proclamou os direitos humanos dos mais pobres. Maria não é nem deusa, nem divina, apenas humana, plenamente humana como nós. Viveu um tempo histórico e foi a mãe judia do homem Jesus de Nazaré. É central a afirmação teológica de que Maria é viva na história e é hoje alguém que vive em Deus. E nós trilhamos essa mesma espiritualidade como horizonte de sentido, a fim de que, iluminados pelo dinamismo marial dessa mulher forte e corajosa, que venceu os grandes desafios de sua época, possamos revigorar nossas práticas pedagógicas, tendo como inspiração maior a educadora, a “Senhora de todas as Graças”, aquela que no silêncio de seu “Sim” nos acolhe, nos abraça, nos inspira todos os dias a sermos melhores educadores e educandos, ótimos cidadãos e fervorosos cristãos, seguidores do Reino anunciado por seu Filho Jesus.

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós e por nosso Brasil!.

Rogamos que a intercessão de Nossa Senhora possa cobrir de graça e paz todas as mães leitoras e também a de São José para todos os nossos leitores, colaboradores e fornecedores que contribuem para o progresso. Amém

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