Acabando com o sonho de 200 milhões de brasileiros apaixonados que esperavam a redenção após termos sido recentemente declarados membros de facções criminosas e terroristas, neste último domingo, dia 05, a Seleção Brasileira foi derrotada por 2 a 1 pela Noruega, no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos, e se despediu da Copa do Mundo ainda nas oitavas de final.

Em 1962, O diplomata Carlos Alves de Souza Filho foi o personagem fundamental no conflito diplomático envolvendo o Brasil e a França, que ficou conhecido como Guerra da Lagosta. Em 1962, ele foi o intermediário entre o governo brasileiro e Charles de Gaulle, e autor da famosa frase “O Brasil não é um país sério” (erroneamente atribuída a de Gaulle).
Quando morei na Suiça, em 1990, descobri que eu era expert em lambada e miserável sem nunca ter dançado sequer uma vez tal ritmo e sem conhecer a tal miséria que a mídia européia tratava como óbvia. Logo em seguida, fui estudar marketing na University of Miami. Nos States, ao tentar algumas possibilidades de negócios, até mesmo com brasileiros, descobri que era ladrão antes de qualquer proposta e com uma apresentação profissional impecável e hiper qualificação. Comumente, na época, o brasileiro se aproveitava do crédito farto e do sistema seguro do Union Credit que garante a economia americana e dava o calote.
Membro de facção, terrorista, corrupto, miserável e ladrão.
Desta vez, comodamente, acompanhei a decepção por ser brasileiro na poltrona da minha casa quando vi um belo futebol sem seriedade ou compromisso de equipe perder a redenção para o sofrido povo brasileiro.
“Só pra lembrar que humilhação não é o Brasil ter perdido da Noruega. Humilhação é perder pra um país de 5,5 milhões de habitantes que descobriu petróleo, olhou pra riqueza e pensou nos netos. Criaram um fundo soberano que hoje vale US$ 2,2 trilhões, quase R$ 11 trilhões, dinheiro que daria R$ 1,8 milhão pra cada norueguês. A Noruega é dona de 1,5% de todas as ações do planeta. O Brasil descobriu o pré-sal e transformou em emenda secreta e refinaria superfaturada. Nossos jogadores não devem nada aos deles. Nossa classe política deve tudo. O que a gente tem que importar da Noruega não é futebol, é vergonha na cara.”
Vale destacar aqui a resposta do professor e ex-deputado brasileiro Solón Borges dos Reis, que, em um artigo de 1983, afirmava: “No fundo, porém, o Brasil é um país tão sério quanto todos os demais. Embora nem sempre nos devotemos a ele com a responsabilidade que merece e de que tanto precisa.”…
Li outro dia: “Um complexo de vira-latas” é um sentimento de inferioridade do brasileiro em relação a outros países, popularizado por Nelson Rodrigues após a derrota do Brasil para o Uruguai na Copa de 1950.!
Ivo Moscalesky
Marketeiro, Economista, Publicitário, Poeta e Escritor.




