Exceto pela ausência, tudo o que aprendi sobre paternidade foi observando a minha mãe.
Nem sempre os maiores desafios de uma família estão nas excelências dos papéis, até porquê cada vez mais eles se confundem. Muitas vezes, os desafios estão nos silêncios… Nas conversas que não acontecem. Nos conflitos evitados. Nas opiniões que ninguém tem coragem de dizer em voz alta. Essa é só mais uma das muitas provocações da minha paternidade.
Sempre imaginei que seria um exemplo de pai. Mas como buscar excelência em um modelo porvir?
O resultado é algo mais inusitado e portanto, mais enriquecedor, do que eu jamais poderia imaginar.
Veja a minha publicação ” Aforismos e Desaforismos”
Geração Alfa? “Cuidado com o andor por que o santo é de barro”. Uma breve observação ao redor deixa uma série de indagações que nos levam a sérias reflexões quando analisamos o comportamento dos futuros líderes…
Do abismo observado entre as duas últimas gerações do alfabeto, onde o pós guerra foi substituído pela paz, após a queda do muro e a criação do Greenpeace, esse comportamento é caracterizado por uma afetação histérica sobre ecoterrorismo, o feminismo radical e o veganismo que viraram seitas fanáticas, verdadeiras religiões políticas. É uma geração barulhenta ao extremo, com uma indignação bastante seletiva, com preguiça de estudar, mas que se julga a última Coca-Cola do verão, que bebe toda sem pestanejar. Basta ver a arrogância de Greta, a própria futura Nobel da ciência que se recusa a estudar. E é só o começo.
A exemplo vivo, citando a frase célebre que me causa calafrios ao lembrar a hierarquia familiar tradicional: “how dare you?!”
Traços preocupantes como esse retrocesso no politicamente correto – Os Desafios da Paternidade, produziu esse quadro de mimados ingratos que vemos por aí. Para o nosso terror, invariavelmente, como crianças birrentas, batem o pé no chão e exigem seus “direitos”, como se não fosse a realização de seus desejos.
Qualquer moção contrária e… – É “bullying”,(previsto em constituição e contra o qual a jurisprudência é cada vez mais rigorosa). Socorro!
Reféns da paranóia aborrescente com um narcisismo mórbido tipificado, que considera uma busca frenética de virtude, tentando posar de bonzinhos e descolados, são mimados ingratos que se sentem ofendidos o tempo todo.
A gente a todo momento pisando em ovos, controlando a fala, com medo de represália.
Que vem a galope, é “assédio”! E não para por aí…
Finja que está tudo bem, normal, porque se virar a cara…- “é mobbing”! Com direito a casos que acabaram mal.
Ai, ai, ai. Pelo tom da ameaça é coisa grave, deve dar cadeia, no mínimo,processo. É preciso muita coragem para valorizar o bom senso. Se, a exemplo clássico, você argumenta em bom tom: “Mas vai faltar aula de novo?”Leva na tampa uma infração: – “Stalking!” (Termo que significa perseguição implacável, como que saída do filme Missão Impossível e provavelmente sujeita a sanções horríveis por parte do contingente dos memethinkers). Aliás, são tantos termos ameaçadores para justificar um comportamento disruptivo que o certo já parece duvidoso e a indulgência acaba por se estabelecer com muito amor, já que ranzinza é termo ultrapassado e viver bem é conviver com as diferenças, sem interrogação! Assim a sociedade avança na certeza de que “há males que vem para bem” pois na minha esdrúxula falta de quórum “alguém ainda rirá por último”, resta saber quem. A mãe é um doce,! Não sei por quem essa menina foi puxar.
Ivo Moscalesky





muito parecido com a minha história