Em dado momento, enquanto participava de uma costumeira reunião de voluntariado, tive que pedir uma licença do meu plantão.
Nesses casos, a explicação tem que ser muito convincente, pois os doentes precisam deste tipo de contribuição solidária e em termos organizacionais compromisso assumido é compromisso cumprido.
Os meus motivos eram muito claros. Seria a única oportunidade para atender a um cliente varejista em tempo para o desenvolvimento de uma campanha de Natal.
Minha argumentação, no entanto, foi um pouco infeliz.
Expliquei que eu acreditava no provimento divino para as minhas necessidades como alimentação, mas eu teria que fazer a minha parte se precisava do horário combinado com o cliente para isso.
Neste momento lá fora, um temporal de verão quase impedia a continuidade da reunião interna na instituição. Ao sair para o meu compromisso, resolvi cortar caminho por uma travessa que eu nunca havia passado antes. Imagine o impacto quando constatei “milhares” de abacates pelo chão devido à tempestade. Era suficiente para alimentar um batalhão.
Arrependimentos à parte, iniciei a coleta de dezenas para o meu consumo. O ensinamento que eu me recusei a acreditar e usei como argumentação para isso é o do apóstolo Matheus que nos traz a seguinte explicação de Jesus:
Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
Caro leitor , em nome da equipe Batel News desejamos a você e sua família um Feliz Natal e a bênção divina para a nossa relação.
Ivo Moscalesky




