A história da Albertina e do pomar da Rua Bento Viana…

Desde a minha bisavó, Aninha Alves Guimarães, as mulheres da família vão para Portugal todos os anos numa data específica.

Antigamente, na época dela e da minha avó Celina Alves Guimarães, que era criança, as viagens eram exclusivamente de navio e duravam meses.

Minha mãe e minha irmã seguem a tradição nos finais de ano.

Aqui , vou me referir à uma destas viagens, feita também num cruzeiro com paradas em Teneriff e Ilha da Madeira.

A época em questão é sempre o inverno europeu, como manda a tradição…

Chamados de “marrones” nos países do Mediterrâneo, a castanha portuguesa faz parte do folclore milenar e é vendida assada pelas ruas pitorescas da região, como o nosso pinhão aqui no sul do Brasil, mais atualmente.

Mamãe costuma plantar as sementes das frutas mais saborosas pelo prazer de observar a germinação e numa destas aventuras, uma castanha trazida ao acaso de Portugal foi plantada em frente à residência dela na Rua Bento Viana.

Hoje, vinte anos mais tarde, a castanheira como que expressando amor e gratidão, resplandece seus verdes galhos purificando o ar e a paisagem na expectativa de safra recorde para o próximo inverno.

Em homenagem à uma amiga portuguesa muito querida, a castanheira foi batizada de Albertina.

A castanheira amiga!

Em homenagem ao Dia da Árvore 21.09.


Ivo Moscalesky
Empresário, Economista, Publicitário, Especialista em Marketing

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