O mercado de pulgas, originalmente chamado “marché aux puces”, surgiu nos subúrbios de Paris, na França, na década de 1880, como um grande bazar ao ar livre. Esse mercado comportava a venda de vestuários que, na época, muitas vezes vinham infestados de pulgas.[1] Pouco a pouco, essa prática foi se difundindo pelo mundo, especialmente nos Estados Unidos, onde ficou conhecido como “flea market”, acomodando trocas das mais diversas possíveis e a venda de bens antigos, usados e outras mercadorias, em sua maioria artesanais. As feiras têm estimulado a produção de artistas independentes, que expõem suas obras ao lado de artigos de segunda mão, que podem ser facilmente reaproveitados por outras pessoas.
Hoje em dia, no Brasil, podemos encontrar esse tipo de comércio em várias regiões, embora seja mais popular no sul do país. Em cada uma dessas regiões, observamos as particularidades da arte característica do estado ou cidade na qual se localizam, ganhando um tom cultural. Algumas escolas também vêm abrindo suas portas para incentivar a troca de brinquedos, livros, materiais escolares, gibis, roupas, jogos de tabuleiro, figurinhas, cards, entre outros pertences significativos para os alunos, mas que estavam em desuso em suas casas.
DO VINTAGE AO CONTEMPORÂNEO
Em Curitiba, a famosa feirinha da Ordem era chamada anteriormente de Feira das Pulgas. Neste mesmo tempo, a família José Antonio da Silva, que vinha de Palhoça/SC e chegou a ter 15 açougues e ainda uma empresa de terraplanagem, decidiu, por sugestão da esposa Sra. Juracy, montar uma loja de móveis usados. Surgiram então as marcas Intermédio e Nova Opção, que vieram a dar lugar ao atual Mercado das Pulgas por concessão do anterior detentor da Feirinha das Pulgas.
Em meados dos anos oitenta, o Sr. José Antonio, em parceria com o radialista e apresentador Roberto Bostelmann, produziam programas de televisão para estimular o mercado de móveis usados, transmitindo 36 horas por dia, 24 na NET e 12 na TVA.

Neste ponto, as lojas somavam 10.000 metros quadrados. A partir daí, os negócios deslancharam e evoluíram para um conceito hoje adotado e aperfeiçoado pelos filhos Jefferson e Josiane, e pelo neto Vitor Fidago, de economia circular e resgate da memória.
RESGATE DA MEMÓRIA

Além da renovação que substitui um mobiliário, o conceito de memorabilia nasce para identificar a origem e utilização de uma peça com o mesmo cuidado de uma coleção de selos, por exemplo.

Isso permite ao designer de interiores a análise histórica para a elaboração de um ambiente específico para filmes e eventos feitos internamente em um espaço específico na loja da Av. Silva Jardim. Para ilustrar, as locações para o filme “Oriundi” de Hollywood, com o ator Anthony Quinn, tiveram quase toda a ambientação viabilizada em função do know-how e acervo do Mercado das Pulgas.
SIM PARA A CURIOSIDADE DAS CRIANÇAS

A experiência multisensorial, ao pegar, olhar e ouvir, remonta a história dentro do mundo de imaginação das crianças de uma forma indescritível, mas muito produtiva. É comum, anos após a experiência no Mercado das Pulgas, as crianças relembrarem com todo carinho situações históricas que aprenderam, vivenciando uma visita monitorada ao Mercado das Pulgas. Aberto à visitação de escolas. Assista o vídeo no site.
SUSTENTABILIDADE E IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
A partir do restauro e classificação, empregando dezenas de profissionais como arqueólogos, historiadores, afinadores de instrumentos musicais, modistas, costureiros, tapeceiros, vidraceiros, relojoeiros, entre outros, além dos empregos diretos de 25 profissionais e o eventual, ilimitado nos eventos e demandas específicas.

O PARAÍSO DOS COLECIONADORES

Foros até obras de arte, de selos até relógios, cristais de murano e tapetes persas, um mundo de curiosidades está disponível para quem quer incrementar a sua coleção com economia e parceria. A troca é sempre estimulada, pois repõe constantemente o acervo e estimula os negócios. Enquanto passeávamos pelos corredores do Mercado das Pulgas, em segundos, pudemos identificar um autêntico Roberto Burle Marx, sem grande destaque, o piano do Bento Mossurunga e até uma obra do surrealista belga René Magritte, tudo como parte singela da decoração.
VENHA NEGOCIAR!
Seja para a locação, compra ou venda, a ideia aqui é negociar para trazer uma experiência ainda mais positiva. A ideia do escambo reconstruída na atualidade. Seja na Silva Jardim ou na 24 de maio, um mundo de peculiaridades tão importantes quanto a memória da cultura em Curitiba e no mundo.
LOJA REBOUÇAS: Telefone: 41 3333-3937 | Av. Silva Jardim, 57 – Rebouças
LOJA CENTRO: Telefone: 41 3225-5017 | Rua 24 de maio, 765 – Centro Curitiba / PR
VENDAS: 41 98411-9120 | LOCAÇÃO: 41 98793-1090
www.mercadodaspulgas.com.br




