LC Branco Empreendimentos imobiliários, proprietário do imóvel, proporcionou a restauração histórica do Palacete
Quem passa pela Rua Comendador Araújo, esquina com a Alameda Presidente Taunay, no Batel, região nobre de Curitiba, se depara com uma estrutura arquitetônica digna de um filme europeu: o Palacete Ascânio Miró. Sobreposto por torres e cúpulas, mergulhado na arquitetura eclética, vertente bastante difundida no Brasil no fim do século XIX, o prédio histórico foi restaurado pela L.C Branco Empreendimentos Imobiliários, proprietária do imóvel, como forma de presentear Curitiba pelos seus 333 anos.
Com influências variadas e uma mistura de estilos, o Palacete foi projetado pelo engenheiro Cândido de Abreu em 1897, também prefeito de Curitiba. O local foi tombado como Unidade de Interesse de Preservação e é protegido pelo Patrimônio Cultural do Paraná.
Desde sua fundação, o suntuoso edifício passou por diversas mudanças: já abrigou comércios, escritórios, sedes empresariais, espaços de eventos e recentemente passou a ser a sede da Casa Paraná Business I PUCPR. O projeto, considerado como um dos mais importantes clubes empresariais da América Latina, será o ponto de encontro de presidentes, seminários, materiais, fóruns e CEOs.
“Restaurar o Palacete Ascânio Miró foi, para nós, um compromisso que vai além do patrimônio físico. Trata-se de preservar a memória viva de Curitiba e devolver à cidade um de seus marcos arquitetônicos mais emblemáticos. Como proprietário do imóvel, entendo a responsabilidade de cuidar de um espaço que carrega mais de um século de história e que faz parte da identidade urbana do Batel”, declara o proprietário da L.C Branco Empreendimentos Imobiliários, Luiz Celso Branco.
Uma memória histórica de Curitiba
A história do Palacete se enlaça com a expansão econômica da cidade impulsionada pela exploração da erva-mate no início do século XX. Conhecidos como “barões da erva-mate”, patriarcas que enriqueceram com a comercialização de matéria-prima, instalaram residências e engenhos na região, pois era o primeiro ponto de parada na capital das mulas que chegavam carregadas do interior do estado.
A escolha do endereço seguiu a lógica da época: a Rua Comendador Araújo, trecho do antigo Caminho do Mato Grosso, tornou-se o eixo preferido dessa elite econômica. Ao redor, surgiram diversas
construções inspiradas na arquitetura dos palacetes europeus, que passaram a marcar a paisagem urbana da cidade.
Os projetos dos palacetes eram inspirados nas referências que os barões traziam de viagens à Europa, influenciando não apenas a arquitetura, mas também a escolha dos móveis e dos elementos de decoração.
“Ao conduzir esse processo de restauro, buscamos respeitar cada detalhe original do projeto concebido por Cândido de Abreu, valorizando a arquitetura eclética que torna o Palacete uma verdadeira obra de arte. Nosso objetivo foi garantir que essa joia histórica não apenas permanecesse de pé, mas que voltasse a ter vida, função e significado para a cidade”, destaca o empresário.




