O parto político de Leão XIV: o que pode estar por trás do nome do novo papa

DA HISTÓRIA DOS CONCLAVES

Nos primeiros anos da Igreja, o nome do papa era o seu nome de batismo. Mas acredita-se que isso mudou em 533 com a escolha de um homem chamado Mercúrio como Papa.

Preocupado com o fato de seu nome ser o mesmo de um deus considerado pagão pelos católicos, ele trocou seu nome para João II.

Começou aí a tradição de se adotar um nome papal simbólico – que geralmente homenageia um papa anterior, um santo ou até mesmo as duas coisas.

Por mais de mil anos, os eleitos no conclave sempre escolheram nomes que já tinham sido usados antes.

Mas nos últimos 50 anos, dois novos nomes foram introduzidos. Em 1978, o cardeal italiano Albino Luciani tornouse o primeiro papa a adotar dois nomes: João Paulo.

A ideia dele era homenagear seus dois antecessores imediatos: João XXIII e Paulo VI.

Mas João Paulo foi papa por apenas um mês. O sucessor dele, Karol Wojtila, resolveu manter seu legado e escolheu o nome de João Paulo II.

Em 2013, o cardeal Jorge Bergoglio optou pelo nome Francisco – uma decisão que ele disse que foi inspirada por um colega brasileiro, o cardeal Dom Claudio Hummes.

Após Bergoglio ter sido escolhido como papa, o brasileiro lhe pediu que não se esquecesse dos pobres.

Com a escolha do nome Francisco, o argentino disse que seu desejo era sinalizar que a Igreja se voltaria para os pobres e desassistidos, assim como fazia São Francisco de Assis.

ESCOLHA DO NOME REVELA INTENÇÕES

Especialistas destacam que o nome escolhido por um novo Papa costuma refletir sua visão e prioridades. Um “Francisco II”, por exemplo, indicaria a continuidade do foco pastoral e na inclusão dos marginalizados, enquanto nomes como “Pio” remetem a tradições mais conservadoras. “Todo cardeal entra no conclave já com um nome em mente”, observou Natalia Imperatori-Lee, professora de estudos religiosos no Manhattan College.

Com a escolha de Leão XIV, o novo papa envia um primeiro sinal de que pretende enfrentar os desafios atuais da Igreja com firmeza e autoridade.

PAPA, NOME LEÃO XIV FOI ESCOLHIDO POR ROBERT PREVOST

O nome do papa carrega um simbolismo enorme dentro da Igreja.

O novo papa é Robert Prevost, dos Estados Unidos, e escolheu o nome Leão 14. O novo pontífice da Igreja Católica foi definido na tarde desta quinta-feira (8/5) após a quarta votação do conclave, quando a fumaça branca anunciando a escolha foi vista saindo da chaminé da Basílica de São Pedro<

Assim que um cardeal vence a eleição no conclave no Vaticano, a sua primeira grande tarefa é escolher o seu nome papal. Pouco depois, um cardeal aparece no balcão da Basílica de São Pedro e anuncia ao mundo o nome do novo papa, como aconteceu nesta quinta-feira (8/5).

A escolha do nome cabe inteiramente ao próprio eleito – e já dá sinais do que ele pretende fazer durante o seu período de comando da Igreja Católica.

Seguindo a tendência do promulgador da encíclica Rerum Novarum , sobre a condição dos operários (em português, “Das Coisas Novas”) é uma encíclica escrita pelo Papa Leão XIII em 15 de maio de 1891. Era uma carta aberta a todos os bispos, sobre as condições das classes trabalhadoras, em cuja composição as ideias distributivistas de Wilhelm Emmanuel von Ketteler e Edward Manning tiveram grande influência.

A encíclica trata de questões levantadas durante a revolução industrial e as sociedades democráticas no final do século XIX. Leão XIII apoiava o direito dos trabalhadores de formarem sindicatos, mas rejeitava o socialismo e o capitalismo irrestrito, enquanto defendia os direitos à propriedade privada.

Discutia as relações entre o governo, os negócios, o trabalho e a Igreja. A encíclica critica fortemente a falta de princípios éticos e valores morais na sociedade progressivamente laicizada de seu tempo, uma das grandes causas dos problemas sociais. O documento papal refere alguns princípios que deveriam ser usados na procura de justiça na vida social, económica e industrial, como por exemplo a melhor distribuição de riqueza, a intervenção do Estado na economia a favor dos mais pobres e desprotegidos e a caridade do patronato à classe operária.

A encíclica veio completar outros trabalhos de Leão XIII durante o seu papado (Diuturnum, sobre a soberania política; Immortale Dei, sobre a constituição cristã dos Estados e Libertas, sobre a liberdade humana) para modernizar o pensamento social católico e da sua hierarquia.

Pelos sucessores no papado foi denominada de “Carta Magna” do “Magistério Social da Igreja” e com ela deuse início à sistematização do pensamento social católico, passando a ser o pilar fundamental da Doutrina Social da Igreja a que hoje assistimos.

Por aí podemos saber que o novo Papa tem uma preocupação social de minimizar as diferenças entre a classe operária e o patronato como prioridade do Vaticano para os próximos anos.

Linha dura! vem rugido por aí…

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