Escondido atrás do shopping Batel está o belíssimo Parque Gomm localizado na região do bairro Batel, nele está presente o memorial inglês com vários aspectos que recordam a imigração e a cultura inglesa.
Uma bela casa grande em madeira com cor amarela construída no ano de 1910, foi residência da família Gomm, hoje é tombado pelo patrimônio histórico e cultural, a arquitetura da casa é uma das poucas de origem americana, baseada em edificações da Nova Inglaterra, a casa apresenta dois pavimentos, com torreão oitavado no canto esquerdo e janelas duplas nas laterais, e ao seu redor lavandas para enfeitar o cenário.

O parque conta com murais em tijolos lembrando as construções inglesas, com quadros de famosos ingleses como, banda de rock, The Beatles e o poeta e dramaturgo William Shakespeare.
Uma cabine telefônica original que foi doado pelo consulado do Reino Unido contempla o cenário. No meio do belo jardim o parque apresenta 3 caixas do projeto Jardins de mel, possui um espaço convidativo para a cultura, tocar instrumentos, cantar ou contar histórias, com arcos e trepadeiras floridas e casinha de coelho e banquinhos.
Ao passear pelo canteiros e jardins também vai presenciar o canteiro de horta comunitária. O local é bastante arborizado, a paisagem completa com aproximadamente 156 árvores nativas entre elas a araucária.
Na Casa Gomm não havia monotonia. Por ocasião da coroação de Elisabeth II, em 1953, festa. Em 1954, recepção para a miss Brasil Marta Rocha. A visita mais ruidosa, porém, teria sido a do compositor francês Marc Hevral, talvez em 1949. O visitante conheceu o cônsul inglês Harry Blas Gomm, filho de Isabel, marido de Luísa, e compôs Monsieur Le Consul à Curityba. A música – que fez sucesso na França, fala de um lugar distante, bucólico, de uma casa cercada de árvores e até de um cacto gigante. Uma regravação disponível na internet, da década de 1960, traz Francis Linel cercado de jovens negras, encenando a letra que fala de uma criada chamada Maria e de samba.

O grande fato da vida dos Gomm, contudo, é mesmo Luísa, mulher digna de uma biografia. Avançada, filha de diplomata, viajada, fez muitos amigos aqui, mas encontrou poucas interlocutoras à altura. Foram suas amigas Risoleta Codega, Didi Caillet, Hélène Garfunkel, Dalila Lacerda, Rosy Pinheiro Lima e Margarida Wollemann. Dentre suas maiores proezas está a de ter sido aviadora. Tirou brevê para ir à fazenda da família, em Piraí do Sul, nos Campos Gerais. Foi mais longe – pilotou na Noruega e cruzou o Atlântico rumo à Itália. Seu lema, diz Irene, era “para mim nada é impossível”.



