O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que faz uma prévia da inflação oficial do Brasil, registrou uma variação de -0,07% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a primeira variação negativa desde setembro de 2022, quando a queda foi de 0,37%.

A deflação superou as projeções de analistas que previam uma redução de 0,01% no mês, de acordo com o consenso Refinitiv.
A variação do IPCA-15, no acumulado dos últimos 12 meses, foi de 3,19%, em comparação aos 3,40% registrados no mesmo período até junho. Para esse balanço, os analistas esperavam uma taxa de 3,26%, em média.
Essa leitura do IPCA-15 mantém a tendência de desaceleração ao longo do ano, após ter atingido 0,76% em fevereiro, 0,69% em março, 0,57% em abril, 051% em maio e 0,04% em junho.
De acordo com o IBGE, o principal impacto negativo para o resultado do mês veio da queda nos preços da energia elétrica residencial que apontou um recuo de 3,45% após a inclusão do Bônus de Itaipu nas faturas de julho. O grupo de habitação foi um dos que mais influenciou o índice geral do mês, com retração de 0,94%, devido também à redução nos preços do botijão de gás, que caiu 2,10%.
O grupo de Alimentação e Bebidas também tiveram grande contribuição, com queda de 0,40%, principalmente devido à deflação nos preços dos alimentos em domicílio, que recuaram 0,72%.
Entre as altas, o destaque ficou por conta do grupo de Transportes, que registrou uma variação positiva de 0,63%. Esse avanço foi impulsionado pelos aumentos nos preços da gasolina, que subiram 2,99% e tiveram o maior impacto positivo, entre os itens pesquisados.
Com IPCA em queda, como ficarão os valores de aluguel?
Após um longo período em alta, a inflação no Brasil começa a apresentar sinais de recuo e isso deve interferir diretamente no preço dos aluguéis. A queda do IPCA e do IGP-M apontam que os valores devem baixar, já que os índices são utilizados para indexar contratos de aluguel. O acumulado de 3,16% do IPCA, nos últimos 12 meses, e o IGP-M, que apresentou deflação de 6,86% no mesmo período, apontam para essa nova realidade.
Em um passado recente, a maioria dos imóveis tinham o seu aluguel reajustado pelo Índice Geral de Preços – Mercado, o IGP-M. No período da pandemia, e com o dólar subindo constantemente, foi preciso fazer mudanças e muitos contratos trocaram o indexador IGP-M para o IPCA.
A melhor maneira para chegar a um denominador comum, é que proprietário e inquilino conversem de forma franca para que as duas partes se sintam confortáveis com os valores dos contratos.




